Such a waste of a young heart

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December 2008

6 posts

2008 foi marcado por mudanças. Mudanças de hábito, de ambientes, de preferências e interesses, e até mesmo de amigos. Me afastei de algumas pessoas mas, em compensação, conheci outras incríveis.

Apesar de não me julgar alguém de atitude, me surpreendi comigo mesma nesse ano. Fiz coisas que achava que nunca teria coragem e como é de se esperar, sofri as consequências. Mesmo não tendo feito nada de extremo, nenhuma loucura, creio que vivi intensamente e aproveitei cada momento sem extrapolar os limites da sensatez.

Me surpreendi também com a minha capacidade de me manter ‘estável’ e com a minha força diante de situações que poderiam me abalar completamente. Chorei. Chorei muito. Ri mais ainda. E nesse turbilhão de emoções, me deparei com sentimentos nunca antes explorados.

Não me arrependo de nada. Nem tampouco reclamo do que aconteceu. Só espero, como sempre, que o próximo ano seja ainda melhor e cheio de realizações.

Dec 31, 2008
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Dec 29, 20082 notes
Dec 29, 2008
Tell me what it ain't or what it is

I’m tired, I’m tired, I’m tired…

Dec 10, 2008
T-t-t-t-t-tasty, tasty

Bolo de chocolate delicioso feito por mim usando a receita de muffins do blog de Fábia. Pra cobertura, recomendo misturar o leite condensado com creme de leite pra não ficar muito doce. Depois vem a melhor parte, que é decorar.

Dec 9, 2008
O terremoto

Tinha tudo para ser um dia comum: manhã de sábado, sete horas, estava em sono profundo. De repente, minha mãe invade o quarto e acorda minha irmã e eu com um certo ar de desespero. Eu, como sempre, fingi que não ouvi. Foi então que ela disse que estava havendo um terremoto.

Segundo ela, meu pai havia acordado com o barulho e estava bastante preocupado. Na hora me assustei mas me mantive cética. Quem já viu? Abalos sísmicos no Brasil? E pior ainda: em João Pessoa? Mas quando vi a janela tremendo e ouvi o bater dos pratos em meio a outros ruídos estranhos, percebi que aquilo era sério.

Troquei de roupa, escovei os dentes, peguei meu inseparável relógio de pulso, minha câmera digital, meu iPod e meu celular. Coloquei tudo dentro de uma bolsa e pensei: “Caso eu vire uma desabrigada, vendo tudo e alugo um quitinete”. Quis levar um livro que estava lendo. Pra variar, não o encontrei. Pensei também em levar algum objeto com valor sentimental que me trouxesse alguma lembrança, mas nada me veio à cabeça. Estava tão nervosa que nem consegui fazer xixi antes de sair. Mesmo assim, deixamos a casa.

Na calçada, encontramos Seu Antônio, nosso vizinho e maior curioso da rua. Ele incrivelmente não havia percebido nada. Minha irmã, quase em prantos, chegou a prometer que daquele momento em diante reciclaria tudo e cuidaria do meio ambiente. Eu expliquei que esse tipo de fenômeno não tem muito a ver com poluição e até demos umas risadas.

Meu pai saiu sozinho em um carro. Eu e minha irmã saímos no outro com minha mãe, que não é nem de longe uma pessoa tranqüila. Estávamos de certa forma fugindo do perigo e ao mesmo tempo querendo descobrir o que se passava.

Ao dobrar a esquina, tudo se esclareceu. Logo vimos uma enorme máquina amarela que estava compactando o solo a duas ruas da nossa. Era tudo uma farsa, como já dizia o grande poeta Francisco de Assis. Demos uma boa gargalhada e voltamos para casa, onde finalmente pude fazer xixi sossegada.

As pessoas falam que em momentos de medo e nervosismo passa uma espécie de filme em nossas cabeças (novamente uma farsa) e pensamos nas coisas que são realmente importantes para nós. Confesso que não me surpreendi com meus pensamentos nessa fração de tempo. Mas confesso que essa experiência bizarra me fez refletir a respeito de pendências e estou decidida a exterminá-las da minha vida. O rolo compressor passou, a casa tremeu e me balançou.

Dec 6, 2008
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